XXXIV

mente que mente
mente que vaga
mente jamais calma
escancaro-me em mim
desabrochada
e são tantas vias
são tantas flores
são tantas águas
que sempre as quero voltas
nunca fecho nem retas
que me retranquem
no viver como era
assim, sempre assim
todo dia do princípio ao fim
de mim
tempo meu que não foi
dilatou, expandiu
me fugiu e explodiu
meu amor
meu vazio

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