XXXII

meus olhos se derramam por teu corpo
como a lava pela encosta, desabada,
que se pega e crava, devorando
a vida, requeimando a pele
renascendo tórridos
torrentemoinha

anjos do inferno, celestiais demônios
cá dentro engalfinhados todos
em sanguinária, horrenda
impiedosa batalha convulsiva
atirando-me a urrar ora em teus lábios
ora a teus pés ou à fúria que consome
arrebata e adormece corpos estafados
extáticos no abismo do prazer
a lava pulsa, meus olhos calam
banalidadezinhas

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2 pensamentos sobre “XXXII

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