XXXI

 

meus sóis desabrocham mansos
sorridentes, sonhadores
quase sempre solitários
solidarizamo-nos, cirandas
que somos, assanhados
por vezes, insensatos
frente à sanha
avassalante desse mundo
sem sabores nem razões
soterrado
meus sóis se esgueiram sôfregos
respiram complacentes,
sereiosos, passarébrios
neste céu de nuvens safas
que sonhei-me sem sentidos
sem saudades

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6 pensamentos sobre “XXXI

  1. Parabéns, Amanda. Gostei muito deste e doutros poemas, gostei especialmente dos vocábulos recriados, das imagens dinâmicas e figuras de estilo, da falta de pudor e de prudência no modo como joga com o sentido, desequilibrando a composição, sem deixar de respeitar a boa gramática e fazendo-se entender claramente.

    Curtido por 1 pessoa

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