XVIII

a gente poeta porque a vontade é livre
quer ser dia e noite muito mais que tempo
a gente canta porque o sonho sangra
quer comer o fogo sem rasgar a carne
a gente diz porque o desejo é sempre
o próprio deus nos olhos do fundo do peito
a gente escreve porque a mão costura
o chão que falta e esmaga os perturbados pés
a gente vê porque o silêncio traga
porque a gente sabe o que na falta sobra
a gente faz porque viver é amar
a gente vive amando sem morrer

Anúncios

4 pensamentos sobre “XVIII

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s