XII

da escuridão nasce a luz
do orgulho o medo
da calma a coragem
não há fruto sem árvore
nem árvore sem chão

meus olhos vagam pensadores
tragam poentes e alvoradas
maiores do que mundos tantos:
pousados onde, se meu coração explode
se turbilhão sou, se nuvem de chamas
se me desfiz sem me encontrar
nem me perder, a cada dia tanto menos eu
tanto mais talvez, sempre um rasgo raso?

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