XI

tenho nada não a dizer
e digo sabendo bem por que
meu peito é uma guerra diadorina
entra a fé quelemém que não mais tenho
e o abismo riobaldo que me esmaga
luciferina luz que me arrebata
trevoso deus sem olhos que me traga
meu ser tão pequeno destroncado
minha rosa sem redoma urucuiana
meu amor sem razão, só incerteza
beleza sem véu, correntes lágrimas

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Um pensamento sobre “XI

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