X

quanto silêncio diria tudo?
quantas palavras seriam nada?
quantas metáforas me fazem viva?

sou apenas um grito calado
sem deus nem verdade
e afogada em minha fontezinha
borbulhante de todos os dias

nuns tenho de arrancar as palavras do fundo
noutros saltam-me da boca pirilampas
e toda a minha beleza é o chocolate quente
na garganta fria
sou sol de madrugada
luar ao meio-dia
universo e caos a todo instante
deusa demoníaca de sempre

as árvores da rua são a alegria dos pedestres
nos dias tórridos
a marquise da loja é a salvação da chuva
mas cá dentro há livros demais
e tão poucos sonhos como a morte jamais imaginou
despedidos

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